#11 – Vamos descomplicar? Vamos.

Descomplicar-Planos-Tarefas-Listas-Intenções“Vamos”. Eventualmente. Ou de vez em quando. Pronto. “Vamos” fazer um esforço genuíno para descomplicar, uma coisa de cada vez, uma tarefa de cada vez, um dia de cada vez.

Há outro #11 guardado nos rascunhos, e que prometia (ou ameaçava) tornar-se interminável de tanto que me estava a dar para divagar. Se ficar amarrada a esse #11, não passo para o #12, e é a morte do artista. Ou o definhamento (esta palavra existe sequer?). Pronto. É o fim da picada. 😛

É um dos meus handicaps que eu gosto de pensar que é um dos meus possíveis encantos, compreendido e apreciado apenas por um punhado de pessoas privilegiadas (um punhadinho, vá… espero…): esta tendência para divagar e dispersar-me e não ter um filtro apertado. A minha estratégia para poupar os outros e a mim própria a essas sessões de divaganço, e não contribuir para o meu repositório de motivos-pretextos-para-ficar-ansiosa-e-insegura, é fazê-lo apenas comigo própria. O que tem os seus efeitos secundários, claro, como facilmente se percebe pela mera criação e existência deste blog.

[Estão a ver o que estou a fazer? Estás a ver o que estás, outra vez, a fazer, Ana Catarina?! Sossega, desce à Terra, e segura o fio da meada antes que o novelo se desenrole e emaranhe todo, pela tua saúde, e pela do resto das pessoas que estão presentes! Pronto, da pessoa que está presente.]

[Ooops… I did it again…]

[Desculpem a referência à Sra. Spears, que nem sequer faz parte da minha banda sonora; a propósito, quando não tiverem nada de melhor para fazer, hão-de ouvir algumas covers de músicas da Britney, como uma versão da Yaël Naïm do Toxic, por exemplo*.]

Dizia eu: descomplica. A ideia do blog é despejar o cérebro e, ao mesmo tempo, contrariar os meus piores vícios de comportamento, que eu deixo que me boicotem e me enterram em ciclos infindáveis de procrastinação, hesitação, e não-ata-nem-desata. Ao mesmo tempo, e digo isto do fundo do coração, tenho a ambição, não tão secreta assim, que este espaço traga alguma coisa de útil a mais alguém, e que essa coisa útil não se resuma a mostrar-vos o que não fazer. Talvez alguma inspiração para perseguirem aquilo de que gostam, para arriscarem, e também alguns recursos relevantes e práticos para quem aspira a criar o seu próprio negócio criativo. Ao menos que alguém os ponha a bom uso, e dê algum sentido à minha acumulação de informação.

Basicamente, esse outro #11 que está neste momento sossegadinho nos rascunhos (e a rir-se por dentro, a gozar comigo, aposto), tinha a intenção de listar os meus afazeres e planos no curto prazo, quer para o blog, quer para o projecto que está na sua génese. Estes afazeres e planos traduzem-se em blogposts que tentam responder às inquietações que refiro no parágrafo anterior. Digamos que… a coisa estava a demorar a chegar lá, e antes que aconteça o mesmo com este, vou já passar ao busílis da questão.

Como o que eu planeio escrever aqui se cruza com o que planeio fazer fora daqui, é uma espécie de plano escrito dos afazeres, não vou tentar organizar os itens por “áreas”.

  • Definir imagens de padrões para avançar com testes de impressão em tecido:
    • estou com uma dificuldade enorme (que estranho… :P) em decidir que padrões devo escolher; tenho uma pré-selecção mas agora tenho que a reduzir, e estou a considerar a hipótese de pedir ajuda ao pessoal no facebook e no instagram (para obter mais feedback, partilho nas minhas páginas pessoais, e também nas da Amarelo Torrado e do blog, e provavelmente em pelo menos dois grupos do facebook onde os membros, mulheres na sua maioria, são pessoas disponíveis e generosas, e conseguem tolerar-me)
  • Decidir de uma vez por todas se avanço com um novo nome e um novo logótipo, sendo que não tenho fundos de momento para fazer o que eu gostava mesmo de fazer, e um dia que possa, é isso mesmo que quero fazer: recorrer aos serviços de quem sabe para desenvolver uma “identidade de marca”, como os peritos chamam a esta coisa de ter uma imagem como deve ser a todos os níveis.

[depois de ter escrito estes dois pontos, já estou estafada, sobretudo depois de um dia especialmente quente e abafado, e o calor dá mesmo cabo de mim; não nasci para temperaturas extremas, muito menos no extremo superior do termostato…]

  • Continuar a série de textos sobre os “8 passos” definidos pela Jess Van Den do Create & Thrive, e que servem de mapa mental para os passos seguintes.
    • Recordo que ainda só aprofundei o primeiro; os outros 7 passos dão pano para mangas, mas já fiz as pazes com a ideia de que não os vou abordar de forma sequencial. Não quero estar a comprometer-me demasiado, mas no imediato, quero aprofundar os passos 2 e 3, que são especialmente importantes nesta fase.
    • O passo 2 diz respeito ao “porquê” de ir para a frente com uma coisa destas, e é importante, mesmo que difícil, ver escrito preto no branco a motivação para tudo isto.
    • O 3 refere-se à importância de ser consequente com as nossas intenções, e agirmos com base nelas e em linha com elas: i.e., de forma consistente, todos os dias, fazer alguma coisa para avançar e trabalhar de acordo com os nossos propósitos.
  • Relacionado com o ponto anterior, traduzir estes 8 passos num plano mais concreto, onde defino o que preciso de fazer nas várias dimensões que um projecto de negócio deste tipo envolve. Para isto, vou socorrer-me novamente das dicas preciosas da Jess Van Den e também do Aeolidia, um dos outros recursos preciosos que escapou ao processo de destralhamento que fiz recentemente.
    • Em concreto, refiro-me a elementos como desenvolver os produtos físicos propriamente ditos, inclusive as embalagens; ter um website com domínio próprio e o que isso envolve; definir os conteúdos com base na “história” que quero contar; definir preços com base em todos os custos; tratar dos aspectos mais burocráticos; planear uma estratégia e um plano de comunicação, e as melhores formas de o implantar, e por aí fora. Este plano mais concreto será uma outra série de blogposts.
  • Falar sobre os recursos que uso e, a este propósito, aproveitar para divagar um pouco (é mais forte que eu…) sobre a importância de limitar as nossas pesquisas e as fontes de informação que usamos.
  • Falar sobre a Amarelo Torrado, o que é, o que correu bem, o que correu mal, o que eu quero mudar, o que não está a funcionar, …

Acho que por hoje chega. Há algum tema em especial que vos desperte a atenção? Ou algum desafio que sintam e que gostavam que eu também abordasse? Claro que abordarei não na perspectiva duma especialista, mas na perspectiva de alguém que está a tentar navegar na maionese o melhor possível. Às vezes ajuda perceber que não somos os únicos que não percebem nada disto, e juntos podemos chegar a algum lado mais depressa!

*Esta foi uma alteração no dia seguinte à publicação deste post; a ideia era partilhar a versão da Luísa Sobral, mas não encontrei um vídeo como deve ser; vale a pena espreitarem as várias covers que ela faz de músicas aparentemente inusitadas, como o “Não és homem para mim” by Romana.

 

 

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