#20 – Depois das férias… preciso de férias! Ou só de (mais uma) pausa.

Cenas&CoisasForam 3 semanas (foram?!). Passaram de repente, e foram bem aproveitadas, lá isso foram. Não só com descanso, mas também com tarefas fundamentais, importantes, urgentes, daquelas que tinham que ser feitas nesta altura sem falta, e que estão directamente ligadas com planos e sonhos adiados e reformulados, por onde passa muito daquilo que quero para mim, da vida que quero construir para mim.

Não vou falar em detalhe aqui – não é ocasião para isso – mas posso dizer que dei algumas pistas, em jeito de introdução ao tema, no #9. É uma sensação agridoce, esta de revisitar um sonho em suspenso, que tem forma física, coordenadas, sons e cores, texturas e cheiros. As saudades eram mais que muitas, uma falta que precisava matar antes que ela própria me matasse, uma falta comigo mesma, mas bate sempre aquela saudade do futuro que (ainda) não se vive nem se sabe quando ou se vai chegar. E a dor de ter que ir embora quando se sente que chegámos, que estamos onde devemos estar, onde pertencemos de facto, no nosso íntimo… O lado doce confunde-se com este, é indissociável dele até. Confirma-se a direcção, reforça-se a convicção, e coleccionam-se e renovam-se memórias que nos podem alimentar e dar energia. Capturam-se fotos de verdes de todas as cores, que mesmo se tornando agridoces de ver com o tempo, também aumentam o sentido de urgência… e o Sentido de tudo.

Regressar a casa depois dum escape feito destes verdes, e também de azuis e de sorrisos daqueles que nos enchem o coração, é regressar à realidade do dia-a-dia e do caos, também ela agridoce. Afinal, é apenas nessa (nesta) realidade que posso agir. Com o tal sentido renovado de urgência, e uma lista de afazeres interminável, revista e aumentada. E um esforço constante para não me deixar assoberbar pelo tamanho da tarefa. Há que parti-la em várias mais pequenas como um bolo que se come com dentadas que se consigam mastigar sem nos engasgarmos. E Setembro é o mês: o primeiro mês do resto da minha vida. Agosto foi um tomar balanço para isto mesmo. São 31 dias que não existem na minha agenda-bala, mas nem tudo o que importa – quase nada, aliás – cabe numa folha de papel. A folha de papel que agora importa é a que se segue, a de hoje, a que traça cenas e coisas a fazer, mas fazer mesmo. Uma de cada vez, como um passo à frente do outro.

PS: Podem ver aqui alguns destes verdes de todas as cores: https://www.instagram.com/anatorradinhas/.

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